Polícia investiga origem do vazamento de gás tóxico em Pontal

O corpo da trabalhadora rural Alessandra Alves da Silva, de 39 anos, que morreu após o vazamento de gás tóxico na noite desta terça-feira (4) em Pontal (SP), foi velado e sepultado nesta quinta-feira (6).

O vazamento de um gás tóxico ainda não identificado em Pontal, no interior de São Paulo, assustou moradores, que precisaram buscar atendimento médico com suspeita de intoxicação, e obrigou cerca de 1 mil pessoas de diferentes bairros a deixar suas casas.

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Nesta quinta, três moradores seguem internados. Um está na Santa Casa de Sertãozinho, outro no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (SP) e uma mulher está na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital particular de Ribeirão.


A princípio, as autoridades informaram que as suspeitas eram de que o gás tóxico tinha vazado da residência da família da mulher que morreu. A hipótese foi descartada pela Polícia Civil já na quarta-feira depois que a Polícia Científica vistoriou o imóvel no bairro Campos Elíseos e não encontrou nenhum vestígio no local.

CAMINHÃO

A Polícia Civil descartou nesta quinta-feira (6) a suspeita de que um caminhão tenha dado origem ao vazamento de um gás tóxico. O delegado responsável pelas investigações, Igor Dorsa, informou que o motorista do caminhão que aparece em imagens de uma câmera de segurança foi encontrado e relatou que fazia o carregamento de peças em uma oficina, e que também passou mal ao sentir o forte cheio.

MINISTÉRIO PÚBLICO

A Promotoria de Justiça de Pontal informa que, logo que tomou conhecimento do vazamento de gás tóxico ocorrido no dia 4 de outubro, instaurou o Procedimento Administrativo de Acompanhamento das Políticas Públicas nº 29.0001.0216945.2022-20, com o escopo de acompanhar o suporte oferecido pelo Município de Pontal à população, bem como instaurou a Notícia de Fato nº 29.0001.0216948.2022-36 para investigar a existência e extensão do dano ambiental, a lesão à saúde pública e demais direitos difusos da coletividade.

Além disso, o Ministério Público está em contato direto com órgãos e autoridades, inclusive Polícia Civil e Secretaria de Assistência Social, e coloca-se absolutamente à disposição para auxiliar na apuração dos fatos e responsabilidades administrativas, civis e criminais.

O corpo da trabalhadora rural Alessandra Alves da Silva, de 39 anos, que morreu após o vazamento de gás tóxico na noite desta terça-feira (4) em Pontal (SP), foi velado e sepultado nesta quinta-feira (6). Foto: rede social.
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