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Meteoro cruza o céu no interior de São Paulo

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Na última segunda-feira, dia 7 de maio, às 20h15, horário de Brasília, uma bola de fogo cruzou o céu do interior de São Paulo, sendo avistado por várias pessoas e registrado pela estação do projeto EXOSS, do qual o Observatório Nacional é parceiro. Uma das câmeras do projeto conseguiu capturar este momento, a OMC4, que fica baseada no Observatório Municipal de Campinas Jean Nicolini, além de outro vídeo, divulgado no canal de um morador de Campinas, Sérgio Luis, através de uma câmera de segurança.

A partir dos relatos de várias testemunhas – até hoje, 58 registros com vídeos foram analisados pela equipe EXOSS -, foi possível reconstruir a trajetória estimada deste bólido, usando a ferramenta “reporte um bólido”, conforme demonstrado na figura 1, abaixo.

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Mapa da região de avistamento do bólido: o quadrilátero mostra a direção do
fenômeno avistado, indo para o sentido Norte, próximo a Uberaba

Duas câmeras distintas capturaram o momento de brilho do meteoro:

  1. a imagem da esquerda mostra uma imagem composta da câmera OMC4 e,
  2. a da direita o mesmo bólido capturado por uma câmera se segurança, na cidade de Campinas.

Usando as imagens de vídeo e os relatos do “Reporte um Bólido”, a equipe do EXOSS conseguiu estimar a trajetória do objeto que começou o seu brilho acima da região depois da cidade Barretos, na direção Norte, e findou sua trajetória luminosa aérea a cerca de 50 km de Uberaba, a Oeste dela.

A análise do EXOSS, mais detalhada, mostra perfis que se ajustam adequadamente ao que foi observado e registrado em vídeo, conforme as imagens abaixo.

Vista em perspectiva do Observatório de Campinas, ao fundo a trajetória do bólido

Vista  aérea do Observatório OMCJN, com a trajetória descendente do meteoro

Vista panorâmica aproximada da câmera de segurança de Sergio Luis/Meire,
tendo ao fundo a trajetória de queda do bólido

“Este fenômeno sofre considerável aumento de brilho ao longo da trajetória e até o clarão terminal, não registrado completamente pela câmera do EXOSS no OMCJN. A variação de brilho na imagem foi causada por árvores no horizonte do campo de visão da câmera”, explica o astrônomo Marcelo De Cicco, coordenador do EXOSS e doutorando no Observatório Nacional.

“Conforme os relatos foram chegando,  foi possível que estimássemos a região de queda de potencial meteorito, caso tenha ocorrido, conforme mapa abaixo. Entretanto, trabalhamos com duas hipóteses plausíveis de origem do bólido: asteroidal, sendo possível que haja fragmentos meteoríticos caídos na região de queda apontada;  ou cometária, neste caso praticamente inviabiliza-se a sobrevivência de qualquer fragmento, devido a sua composição de baixa densidade, não resistindo à pressão mecânica e à ablação intensa, por conta da sua alta velocidade de penetração em nossa atmosfera”, explica Marcelo De Cicco.

O símbolo (pino vermelho) mostra o possível ponto de impacto,
em caso da hipótese de queda de um fragmento do bólido

Trajetória combinada do campo de visão das duas câmeras com o possível
ponto de impacto a partir das imagens e dos relatos no “Relate um Bólido”

O projeto EXOSS ainda está recebendo relatos de testemunhas. Após o término dos relatos, a equipe fará nova análise do material recebido. Quem tiver visto o evento pode enviar seus relatos para colaborar com a pesquisa em andamento.

Imagens: Ferramenta Report Fireball, Estação Exoss OMC, Video Sergio Luis
Análises dos relatos: Eduardo Santiago
Edição e análise do evento: Marcelo De Cicco

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