Paz na Terra
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Por Sérgio Roxo da Fonseca e Taís Roxo Fonseca
Os homens habitualmente acreditam nas suas próprias digressões tanto que dão aos seus conceitos um valor de verdade que facilmente são destruídas. A literatura, acima de tudo, comprova que os guerreiros sempre transformam as suas pretensões em regra de costumes até mesmo quando convertidas em absurdas derrotas ou em esmagadoras vitórias.
Alguns anos atrás os historiadores – nem todos -atribuíam aos países administrados pelos comunistas a responsabilidade pelas guerras deflagradas. Guerra é coisa de comunista, diziam. Nos últimos dias, a história registra que quase todos os países administrados por comunistas abandonaram suas supostas vocações. Até mesmo a Rússia tornou-se capitalista!
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Os Estados Unidos foram convertidos em um país guerreiro. No dia 28 de fevereiro, primeiro dia dos ataques dos norte-americanos contra os árabes, uma bomba por eles disparados sobre o Irã destruiu a escola primária Shaja Tayebeh, matando pelo menos 175 pessoas, a maioria meninas com menos de 12 anos. As investigações demonstraram que o ataque foi disparado com apoio em máquinas dotadas de inteligência artificial.
Diante da tragédia o Papa Leão XIV editou sua primeira encíclica. O documento examina as consequências da aplicação dos choques da recente tecnologia sobre a sociedade humana inspirada na construção de narrativas distorcidas, apagando as fronteiras entre o verdadeiro e o falso.
O Papa afirma que a inteligência artificial deve ser desarmada de seus atuais alvos que tem alimentado o desejo de esmagar o próximo.
Portanto, não somente as regras eclesiásticas mas todas regras de convivência humana devem adotar as propostas de paz e respeito ao próximo.
As palavras pontificais condenam o disparos e bombas lançados pelos caminhos das armas modernas, destacando os efeitos da inteligência artificial que cuja consequência deve ser debatida por toda a sociedade.
Seguramente o progresso da sociedade está historicamente amarrado nas propostas históricas definidas pelo progresso da convivência social e pacífica.
As forças militares devem estar preparadas para não apenas para acolher as regras sociais mas até mesmo pugnar seu respeito historicamente consagrado pelas propostas de definidas consagrações.
Para que serve, os americanos lançarem seus filhos para a Europa ou para a Ásia em busca de interrompera vida das crianças reunidas ao redor dos bancos escolares! Ou até mesmo daqueles modestos trabalhadores que convivem nas terras da América do Sul!
As respostas, até hoje são sempre negativas. Os historiadores lançam seus olhares para a história da humanidade e extraem dos tempos passados mais uma linguagem de destruição do que da paz pontifical.
Espantosamente, a literatura histórica guarda para o futuro uma proposta tão bélica como aquelas colhidas em um passado remarcadamente definido de assassinato até mesmo de crianças, que apenas caminham supostamente para dias de paz e de dignidade.
As palavras pontificais merecem ser ouvidas e aplicadas nos dias da humanidade.
* Advogado, professor livre docente aposentado da Unesp, doutor, procurador de Justiça aposentado, e membro da Academia Ribeirãopretana de Letras
** Advogada
