Com expedições à Casa Sensorial alunos das Oficinas de Artes Usina da Dança do IORM participam do processo de criação do Espetáculo 2021

Acompanhados e orientados pelos professores do Instituto Oswaldo Ribeiro de Mendonça – IORM, desde o dia 13 de setembro, os alunos das Oficinas de Artes Usina da Dança têm participado de verdadeiras expedições à Casa Sensorial para as investigações e laboratórios práticos que são a base da construção do espetáculo artístico cultural deste ano. Este é um processo que envolve sensibilidade, reflexão e criatividade.

Desde a primeira semana de setembro, os educadores têm se preparado para proporcionar às crianças uma experiência inovadora na Casa Sensorial. Esse é o desdobramento a dinâmica anteriormente realizada e descrita pelos professores e assistentes sociais da instituição, com adaptações para faixas etárias e dos espaços.

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Ao chegarem, os alunos são acomodados no jardim da Casa Sensorial e participam da roda de conversa que informa sobre o que era aquele lugar anteriormente e o porquê estavam ali.

Em seguida, os educadores retomam a dinâmica Cores que curam, proposta no primeiro semestre de aulas. A Casa Sensorial está enfeitada com vários trabalhos dessa dinâmica. “Nosso objetivo com a ação de revisitar as obras das crianças é o de  reforçar a conexão entre a atividade e a temática mais ampla do espetáculo, as cores, as linhas e o movimento. Esse exercício veio justamente como um laboratório inicial de exploração do tema para o festival, ao mesmo tempo que se estabeleceu como uma forma de concretizar a escuta ativa dos alunos e suas famílias, das suas demandas materiais e afetivas, sobretudo em tempos de pandemia.”, esclarece  a coordenadora Artística do IORM, Valéria Pazeto.

Na sequência da roda de conversa,  as crianças e adolescentes são convidados a sensibilizar seus corpos com a  dinâmica orientada pelo professor responsável pelo grupo. Então,  ficaram livres para explorar o jardim utilizando os seus cinco sentidos: pisar descalço na grama e nas pedras, tocar a água da fonte e as plantas com as mãos, observar as pinturas feitas pelos professores nos muros, degustar as verduras comestíveis, sentir os cheiros e ouvir os sons do lugar…

Durante a visita, é revelado ao grupo presente a sua cor tema para o festival, que é escolhida pelos professores de acordo com a observação dos trabalhos resultantes da atividade Cores que curam e pensada segundo as características de cada turma. São apresentadas imagens de objetos, alimentos, plantas e até obras de arte monocromáticas,  previamente selecionadas pelo profissional responsável, como um primeiro estímulo visual para os alunos, que são instigados a falar sobre o que sentem ao ver as fotos e a pensar sobre suas diversas representações para cada pessoa.

Divididos  em grupos menores, os alunos participam da imersão no ambiente da sua cor. É ali que o professor-mediador estimula as crianças a experimentarem com todos os sentidos, sentir as texturas dos tecidos, provar a gelatina e o picolé, observar os diversos tons das cores… Enquanto isso, faz perguntas: o que sentem dentro desse ambiente? O que essa cor te faz sentir? O que essa cor te faz lembrar? A cada resposta, a busca é de aprofundamento da temática com os participantes, buscando ir além do óbvio ou culturalmente imposto para certas cores. Neste meio tempo, os demais alunos têm a oportunidade de conhecer os outros espaços monocromáticos da residência em um tour guiado por um professor acompanhante.

Ao final, todos são convidados a produzir um desenho de acordo com as sensações e lembranças que a cor lhes trouxe. Cada aluno produz seu desenho em folha sulfite e os resultados têm sido os mais variados possíveis: obras abstratas, palavras escritas, paisagens, memórias… A coordenadora Artística adianta que esses desenhos e tudo que as crianças expressam durante a dinâmica serão estímulos para as criações coreográficas que virão a seguir. Além disso, os alunos também terão a oportunidade, nas aulas seguintes, de participar de forma sincrônica, dessa montagem coreográfica, transformando em movimento as linhas (desenho) representativas de suas sensações diante de sua cor. 

“Criamos um cronograma para que todos os alunos dos quatro polos das Oficinas de Artes Usina da Dança das cidades de Orlândia, Miguelópolis, Ipuã e Guaíra possam passar pela Casa em pequenos grupos, durante todo o mês de setembro. A restrição do número de alunos por grupo atende aos protocolos de distanciamento social devido à Covid-19, além e propiciar uma interação mais profunda entre os integrantes de uma mesma turma”, afirma a coordenadora Artística.

As secretarias de cada núcleo do IORM  providenciaram as autorizações necessárias para os menores de idade e as prefeituras de cada cidade forneceram transporte e lanches gratuitos para o deslocamento desses participantes.

Esta ação integra o processo de criação do produto cultural “Espetáculo de Artes Cênicas” que integra o Projeto Agenda Cultural 2021 – PRONAC 205171, realizado pelo Ministério do Turismo, Secretaria Especial de Cultura e Instituto Oswaldo Ribeiro de Mendonça.

O Espetáculo artístico cultural de artes cênicas terá como ação primeira a dança, resultante dos conteúdos transversais trabalhados nas oficinas de artes, e terá sua estreia ao final do Projeto Agenda Cultural nos quatro municípios participantes, adaptado a cada público.

O Espetáculo mesclará habilidades técnicas sensíveis e criativas através das linguagens das artes: música, literatura e teatro das artes da cena: balé clássico, jazz, contemporâneo e teatro.

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