Em busca de equilíbrio: terapias energéticas ganham espaço na rotina de quem quer desacelerar
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Trabalho, família, cobranças, excesso de informação e a sensação permanente de que é preciso dar conta de tudo. Em meio a uma rotina cada vez mais acelerada, cresce também a procura por práticas voltadas ao bem-estar, ao equilíbrio e ao autoconhecimento.
É nesse universo que estão as terapias energéticas, que reúnem diferentes técnicas e abordagens. Entre elas está o Reiki, prática de origem japonesa baseada na imposição das mãos e utilizada com a proposta de promover relaxamento e equilíbrio.
A terapeuta energética Flávia Poli explica que muitas pessoas chegam às sessões justamente quando percebem a necessidade de desacelerar e olhar com mais atenção para si mesmas.
“Muitas vezes a pessoa chega dizendo que está cansada, sobrecarregada ou que sente que alguma área da vida não está fluindo como gostaria. O primeiro passo é criar um espaço de acolhimento e ajudá-la a olhar para o que está vivendo com mais calma e consciência”, explica.
E o tarô entra onde?
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Além das práticas energéticas, Flávia utiliza o tarô durante alguns atendimentos. Mas, segundo ela, a proposta está distante daquela imagem tradicional das cartas usadas simplesmente para “prever o futuro”.
O tarô funciona como uma ferramenta complementar de reflexão, ajudando a direcionar perguntas e identificar questões que merecem maior atenção naquele momento.
“Eu não trabalho com a ideia de determinar o que vai acontecer na vida de alguém. Utilizo o tarô como uma ferramenta de orientação. As cartas podem provocar reflexões e ajudar a pessoa a enxergar situações por outros ângulos, mas as escolhas continuam sendo dela”, afirma Flávia.
Segundo a terapeuta, o atendimento pode reunir diferentes técnicas de acordo com aquilo que cada pessoa procura, sempre respeitando sua individualidade.
Espiritualidade sem imposição
Outro ponto que ainda provoca resistência é associar terapias energéticas necessariamente a alguma religião. Para Flávia, essa ligação não precisa existir.
“Não é preciso seguir determinada religião ou acreditar em alguma doutrina para buscar esse tipo de atendimento. Cada pessoa chega com sua história e suas próprias crenças. Meu trabalho é respeitar isso e oferecer um momento de conexão consigo mesma”, destaca.
As práticas também não devem substituir acompanhamento médico, psicológico ou qualquer tratamento de saúde indicado por profissionais habilitados. A proposta é atuar de maneira complementar, especialmente dentro de uma busca pessoal por bem-estar e autoconhecimento.
Para Flávia, inclusive, talvez essa seja uma das principais razões para o aumento do interesse por esse universo.
“As pessoas estão percebendo que cuidar de si também significa parar, observar o que estão sentindo e entender melhor suas escolhas. Às vezes, no ritmo em que vivemos, o que falta é justamente esse momento de olhar para dentro”, conclui.
