Reforma administrativa prevê economia de mais de R$ 400 mil por mês aos cofres de Orlândia
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A Prefeitura de Orlândia iniciou a implantação de uma nova estrutura administrativa após a exoneração de 84 pessoas do quadro comissionado. Segundo o prefeito Gabriel “Thor”, a medida cumpre um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado com o Ministério Público, a partir de um inquérito civil instaurado em 2021 para adequar os cargos comissionados às exigências constitucionais.
De acordo com o prefeito, a estrutura originalmente apresentada previa 150 cargos, mas o novo organograma passou a contemplar 64 cargos. A administração estima que a redução represente uma economia superior a R$ 400 mil por mês, considerando os cargos ocupados integralmente por comissionados. O valor efetivo, porém, ainda será calculado pelo Departamento Pessoal e pela contabilidade, porque parte das funções deverá ser exercida por servidores efetivos, que podem optar pela remuneração do cargo de concurso.
A Prefeitura informou que as exonerações não significam o retorno automático de todos os servidores. As futuras nomeações serão feitas conforme as atribuições previstas para cada cargo, a formação exigida e as determinações do Ministério Público e do Tribunal de Justiça. A administração também reconheceu que alguns setores ficaram temporariamente desfalcados e afirmou que está avaliando as necessidades de cada área para recompor o atendimento dentro da legalidade.
Entre os critérios destacados estão a preferência por servidores efetivos em funções burocráticas e a exigência de formação superior para determinados cargos. O prefeito ponderou que alguns funcionários têm longa experiência, mas não atendem aos requisitos formais previstos na nova legislação. As decisões, segundo ele, serão comunicadas individualmente aos servidores.
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Outro argumento apresentado foi a necessidade de controle dos gastos com pessoal. Gabriel afirmou que a folha de pagamento representa cerca de R$ 14 milhões, diante de uma arrecadação aproximada de R$ 20 milhões, e disse que o município precisa respeitar o limite prudencial estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal. A Prefeitura também atribuiu parte da dificuldade financeira ao aumento dos custos operacionais e à redução de receitas.
Durante a entrevista, o prefeito negou que o transporte universitário e o transporte circular deixariam de ser gratuitos. Segundo ele, os serviços continuam funcionando normalmente.
Gabriel antecipou informações sobre a proposta de reforma da Previdência municipal. Segundo ele, foram apresentadas 12 reivindicações pelos servidores, das quais 11 teriam sido incorporadas ao texto. O projeto ainda deverá ser discutido com os vereadores e com os representantes dos servidores antes de chegar à Câmara Municipal.
Todas as nomeações serão divulgados no Diário Oficial do município.
[ Jornal Novacidade.com ]
