Cesta básica em Ribeirão Preto registra alta de 6,6% em outubro e chega a R$ 875,09 - Jornal NovaCidade - Orlândia | Ribeirão Preto e região
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Cesta básica em Ribeirão Preto registra alta de 6,6% em outubro e chega a R$ 875,09

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O custo médio da cesta básica em Ribeirão Preto chegou a R$ 875,09 em outubro de 2026, alta de 6,6% em relação a setembro. Os dados são do levantamento realizado pelo Instituto de Economia Maurílio Biagi da Associação Comercial e Industrial de Ribeirão Preto (IEMB-Acirp), com coleta nos dias 19 e 20 de outubro.

Maiores altas Entre os principais responsáveis pelo aumento estão o tomate italiano, que registrou alta de 36,1%, e a carne bovina, com elevação de 10,3%. No caso do tomate, o resultado está associado ao frio prolongado e ao volume de chuvas, que reduziram a oferta do produto. Já a carne bovina acompanhou a valorização do boi gordo, a oferta restrita de animais e a expectativa de aumento da demanda externa.

Na contramão A banana nanica apresentou queda de 15%, enquanto a batata inglesa recuou 11,2%. As reduções, porém, não foram suficientes para compensar os aumentos registrados nos demais alimentos. As carnes continuam representando a maior parcela do orçamento alimentar, com 44,74% do custo total da cesta. Na sequência, aparecem frutas e legumes (25,44%), farináceos (17,47%), laticínios (5,90%), leguminosas (4,02%), cereais (1,67%) e óleos (0,76%).

Impacto no orçamento Com base no salário-mínimo bruto de R$ 1.621,00 e no desconto previdenciário de 7,50%, o orçamento considerado no levantamento é de R$ 1.499,43. Nesse cenário, o trabalhador compromete 58,36% da renda mensal com a aquisição dos alimentos. Para comprar a cesta básica, foram necessárias 128,40 horas de trabalho, um acréscimo de 7,94 horas em comparação com setembro.

Diferenças entre as regiões O levantamento também identificou diferenças nos custos da cesta básica entre as regiões de Ribeirão Preto. A região Leste apresentou o maior valor médio, de R$ 948,10, com alta de 15,51% em relação ao mês anterior. A região Sul registrou o segundo maior custo, de R$ 888,82, e variação positiva de 7,28%. Já a região Oeste apresentou o menor valor médio, de R$ 843,09, com aumento de 5,86%.    Nas demais localidades, a região Norte registrou custo de R$ 860,90, com alta de 4,17%, enquanto a região Central apresentou o menor avanço mensal, de 0,51%, chegando a R$ 848,49. De acordo com a análise do IEMB-Acirp, as condições climáticas associadas ao El Niño e as oscilações da demanda externa podem influenciar a produção agrícola nos próximos meses, pressionando os preços dos alimentos e a inflação.

Metodologia A mensuração da cesta básica utiliza como referência as quantidades estabelecidas pelo Decreto-Lei nº 399/1938, mantendo os mesmos itens e volumes ao longo da série histórica. A composição dos grupos alimentares também considera as diretrizes do Decreto nº 11.936, de 5 de março de 2024, e os padrões de consumo identificados pela Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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