Maurílio Biagi Filho é homenageado na Alesp em cerimônia que destaca a força do setor sucroenergético
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O empresário Maurílio Biagi Filho foi homenageado na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), em uma solenidade que reuniu lideranças políticas, empresariais e representantes do agronegócio em reconhecimento à sua trajetória e à contribuição histórica ao desenvolvimento do setor sucroenergético brasileiro, principalmente do Estado de São Paulo. A propositura foi de autoria do deputado Tomé Abduch (Republicanos).
A cerimônia, realizada na noite da última sexta-feira (20/03), foi marcada por momentos de forte simbolismo e valorização de um segmento estratégico para a economia nacional e para a transição energética. Na ocasião, também foi homenageado seu amigo e ex-secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Guilherme Piai, que recebeu o colar em reconhecimento à sua excelente atuação à frente da pasta, enfatizada por Geraldo Melo Filho, atual secretário, que usou a palavra para elogiar seu antecessor, dizendo da responsabilidade em substituí-lo e dar continuidade a esse trabalho com a mesma excelência.
Em seu discurso, Maurílio destacou que a homenagem transcende a esfera individual e representa o reconhecimento a toda uma cadeia produtiva. Ele também proporcionou um dos momentos mais marcantes da noite ao pedir para que o ex-ministro da Agricultura e uma das maiores autoridades do Agro no Brasil, Roberto Rodrigues, e Maria Zeferina, ex-cortadora de cana que se tornou maratonista e ficou conhecida ao ganhar a São Silvestre em 2001 se abraçassem. “Esse abraço simboliza respeito e união. Isso é o Agro, é paz, como sempre menciona meu amigo Roberto Rodrigues”, disse Biagi em meio ao auditório que ficou em pé para aplaudir esse ato. “Foi uma noite muito especial, que levo comigo não apenas pela homenagem, mas pelo significado dos encontros. O abraço de pessoas que representam tanto para o agro brasileiro, nas duas pontas, traduz a história, os valores e o futuro desse setor”, completou.
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Durante a solenidade, quatro pessoas usaram a Tribuna para prestar sua homenagem a Biagi. Daniela Rogatis, amiga de Maurílio que tem o ajudado na escrita de seu livro, que enfatizou a personalidade conciliadora e inovadora de Maurílio, citando sua importância na pacificação da Revolta de Guariba e o foco em energia renovável numa época em que não se falava no tema. O filho Marcelo destacou o compromisso do pai com a família, além de sua atuação diversificada no mundo corporativo. Rubens Ometto Silveira Melo, controlador do grupo Cosan, e Plinio Mário Nastari, presidente do grupo Datagro, lembraram da relevância do etanol como fonte de energia renovável, enfatizando o desafio energético passado, atual e futuro, bem como a relevância do homenageado para este setor, em um momento em que o mundo volta a discutir segurança energética devido ao fechamento do Estreito de Ormuz.

Tanto Ometto, quanto Nastari, apresentaram dados que reforçam a relevância do etanol como alternativa energética sustentável, destacando sua contribuição para a redução de emissões de CO2 e sua competitividade diante de um cenário internacional marcado por instabilidade no mercado de energia. “Ninguém sabe quanto vai durar essa guerra, mas deve ser mais do que a gente imagina e fará com que o etanol seja mais valorizado e com que nossas empresas sejam mais valorizadas”, disse Ometto. Na sequência, Nastari afirmou que o etanol substitui atualmente 46% da gasolina consumida no Brasil e 58% no estado de São Paulo. “Desde 1975, o programa já evitou o uso de cerca de 4 bilhões de barris de gasolina. O número ganha ainda mais relevância quando comparado às reservas nacionais. As reservas totais brasileiras de petróleo e gás somam cerca de 12,1 bilhões de barris. Ou seja, o etanol já poupou o equivalente a um terço de todas as reservas conhecidas do país. Em valores, a economia acumulada chega a aproximadamente 740 bilhões de dólares em cinquenta anos, o dobro das reservas internacionais brasileiras, além de evitar a emissão de mais de 1 bilhão de toneladas de CO₂”, concluiu.
Para Maurílio Biagi Filho, o momento reforça a importância de ampliar o reconhecimento do papel estratégico do setor sucroenergético. “O Brasil tem uma solução consolidada, eficiente e sustentável. É fundamental que isso seja cada vez mais considerado nas decisões que impactam o futuro energético do país”, destacou.









