Lancha com 15 pessoas bate em píer e deixa seis mortos em Rifaina (SP)
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Todas as seis vítimas que perderam a vida no grave acidente envolvendo uma lancha na represa do Rio Grande, em Rifaina, na noite deste sábado (21), já foram oficialmente identificadas. A embarcação colidiu contra um píer durante a navegação noturna, quando retornava de um bar flutuante em direção a um rancho na região.
As vítimas são Wesley Carlos da Costa, de 45 anos; Juliana Fernanda de Oliveira Silva Ferreira, de 41 anos; Viviane Aredes, de 35 anos; Bento Aredes, de 4 anos; Marina Rodrigues, de 22 anos; e Erika Fernanda Leal Lima, de 41 anos. Todos eram moradores de Franca.
O que era para ser apenas um deslocamento entre amigos terminou em tragédia. A lancha transportava 15 pessoas quando atingiu frontalmente um píer e acabou tombando. Seis ocupantes morreram, entre eles uma criança, e outras nove sobreviveram.

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De acordo com o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, o pelotão de Sacramento foi acionado por volta das 22h30. Quando as equipes chegaram ao local, os sobreviventes já haviam sido retirados da água por populares e pela Guarda Civil Municipal de Rifaina. As vítimas fatais também já tinham sido resgatadas por um mergulhador que estava na região.
Segundo o sargento Vicente de Paula Teixeira Júnior, responsável pela ocorrência, o grupo havia saído de um bar flutuante e seguia para um rancho quando ocorreu a colisão. Conforme relato dos sobreviventes, o píer atingido não possuía sinalização nem iluminação, o que pode ter contribuído para o acidente. A batida foi descrita como frontal e provocou o tombamento da embarcação.

Após a tragédia, o vice-prefeito de Rifaina, Alcides Diniz dos Santos Cidinho (PSD), fez duras críticas à falta de fiscalização das embarcações que circulam na represa. O alerta ocorre em um momento de forte crescimento turístico da cidade, com lançamento de condomínios, aumento do número de visitantes e expansão da circulação de lanchas e jet-skis.
Segundo Cidinho, a responsabilidade pela fiscalização das águas é integralmente da União, por meio do Governo Federal, da Marinha do Brasil e do Ministério da Defesa. Ele afirmou que a Capitania dos Portos responsável pela região fica em Barra Bonita e atende mais de 300 municípios, realizando fiscalizações esporádicas ao longo do ano.
O mergulhador profissional Tcharly Moreira também criticou a gestão dos recursos destinados à represa e cobrou melhorias urgentes. Segundo ele, já foram apresentados projetos para beneficiar quem navega na região. Entre as medidas citadas estão a retirada de madeiras submersas, a criação de uma hidrovia sinalizada, definição de sentido de navegação e instalação de iluminação solar ao longo do trajeto.
Fonte: https://sampi.net.br




