Ferrari apresenta seu primeiro carro 100% elétrico e revela detalhes inéditos do projeto Luce
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A Ferrari deu um passo histórico ao apresentar os primeiros detalhes do seu primeiro modelo totalmente elétrico, batizado de Luce — palavra italiana que significa “luz”. O projeto marca uma mudança estratégica da fabricante italiana, sem abrir mão da identidade esportiva e do DNA da marca.
Um dos destaques do modelo é o interior, desenvolvido pelo coletivo LoveFrom, que reúne nomes de peso do design mundial, como Jony Ive, ex-designer da Apple e criador do iPhone, e Marc Newson. A proposta vai na contramão da tendência de digitalização extrema e aposta em botões físicos, alavancas e interruptores, inspirados em carros clássicos e na Fórmula 1.
O volante segue a mesma filosofia: possui três raios, inspirado nos modelos Nardi das décadas de 1950 e 1960, fabricado em alumínio 100% reciclado e 400 gramas mais leve. O painel de instrumentos combina duas telas OLED sobrepostas da Samsung, criando um efeito tridimensional, enquanto o console central traz uma tela articulada acompanhada de ponteiros físicos de alumínio sobre um display digital.
O acabamento interno utiliza alumínio reciclado anodizado e vidro Corning Fusion5, reforçando o conceito de sustentabilidade sem abrir mão da sofisticação. Outro detalhe inusitado é a chave do veículo, feita de vidro e equipada com uma tela E Ink, que muda de cor ao ser acoplada ao console central.
Na parte mecânica, o Luce estreia uma arquitetura inédita com quatro motores elétricos, um em cada roda, entregando mais de 1.000 cavalos de potência e 106 kgfm de torque. A distribuição privilegia o desempenho: são 843 cv no eixo traseiro e 286 cv no dianteiro, que pode ser desacoplado para garantir tração traseira pura quando desejado.
O desempenho impressiona. A aceleração de 0 a 100 km/h ocorre em apenas 2,5 segundos, auxiliada por uma suspensão ativa de terceira geração e eixo traseiro direcional, que melhora a agilidade em curvas.
A bateria é estrutural, com 122 kWh e arquitetura de 800 volts, permitindo recarga ultrarrápida de até 350 kW. A autonomia estimada é de 530 quilômetros, com centro de gravidade 8 centímetros mais baixo em relação aos modelos a combustão da marca.
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Mesmo sendo elétrico, o modelo mantém uma experiência sonora própria. A Ferrari optou por não utilizar sons artificiais, captando vibrações reais dos motores por meio de acelerômetros e amplificando-as dentro da cabine, criando uma assinatura sonora autêntica.
O cronograma de apresentação do projeto já está definido. A parte técnica foi revelada em outubro de 2025, o interior em fevereiro de 2026, e o design externo será apresentado em maio de 2026, na Itália. A produção e as entregas estão previstas para acontecer após essa revelação final.

