Saúde de SP prepara planos para enfrentar enchentes, ondas de calor e doenças climáticas
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A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo está preparando planos regionais para organizar a resposta a emergências de saúde provocadas por eventos climáticos extremos, como enchentes, deslizamentos, ondas de calor e doenças associadas às condições climáticas. A estratégia envolve os 17 Departamentos Regionais de Saúde, os municípios e o Conselho de Secretários Municipais de Saúde (Cosems-SP), com foco na prevenção e no enfrentamento dos riscos previstos para o período do El Niño 2026–2027.
A iniciativa foi apresentada na quinta-feira (15), durante o lançamento da operação São Paulo Sempre Alerta – El Niño 2026–2027. O objetivo é identificar as vulnerabilidades de cada região e organizar os serviços de saúde para responder às situações de emergência.
O planejamento prevê a integração entre vigilância epidemiológica, assistência hospitalar e assistência farmacêutica. Entre as medidas de apoio aos municípios atingidos por desastres estão a disponibilização de 45 itens da assistência farmacêutica, além de soros e vacinas, conforme as necessidades identificadas.
Segundo a coordenadora da Vigilância em Saúde da Secretaria Estadual da Saúde, Regiane de Paula, a participação dos municípios é fundamental para a elaboração dos planos, pois cada território apresenta características e riscos específicos.
Hospitais regionais também farão parte da estrutura de atendimento e retaguarda em situações de emergência. Entre as unidades citadas pelo governo estão o Hospital Regional do Litoral Norte, em Caraguatatuba; o Hospital Regional do Vale do Paraíba, em Taubaté; e o Hospital Regional Dr. Leopoldo Bevilacqua, em Pariquera-Açu.
Plano estadual
Em agosto, a Secretaria Estadual da Saúde, os 17 Departamentos Regionais de Saúde e o Cosems-SP elaboraram o Plano Estadual de Preparação e Resposta em Saúde para o El Niño 2026–2027.
O documento reúne ações em três frentes principais: chuvas intensas e eventos extremos; ondas de calor e queimadas; e arboviroses, como dengue, zika e chikungunya.
As medidas incluem vigilância epidemiológica, assistência à saúde, assistência farmacêutica e apoio aos municípios durante emergências.
Fonte: Agência SP
