ONG denuncia abandono de cão na antiga Fepasa em Orlândia
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A Associação Protetora dos Animais Nova Chance de Orlândia (APANCO) encaminhou uma representação ao Ministério Público denunciando o abandono de um cão de porte médio a grande, com características físicas semelhantes às de um pitbull, na área da antiga Fepasa, no bairro Vilinha.
Até o fechamento dessa reportagem, o animal continua preso por uma corda em meio à vegetação, ao lado de restos de um colchão, sem acesso adequado a água, alimento ou abrigo. A entidade afirma que a situação expõe o cão a riscos de desidratação, desnutrição, ferimentos e estrangulamento acidental.
A denúncia também relata que o animal apresenta comportamento reativo e agressivo. Para a associação, a reação pode estar relacionada à fome, à sede, a possíveis problemas de saúde e ao estresse provocado pelo confinamento. A permanência do cão no local também poderia representar risco para moradores, outros animais e pessoas que circulam pela redondeza.
Ainda segundo a representação, um médico-veterinário do município teria vistoriado o local, mas nenhuma medida de resgate ou acolhimento havia sido adotada até a elaboração do documento. A APANCO afirma que está com os lares temporários lotados e sem condições financeiras e físicas para assumir mais um animal.
A entidade solicita ao Ministério Público que apure a situação e determine, em caráter de urgência, o recolhimento técnico do cão por profissionais capacitados. Entre as medidas pedidas estão acolhimento em local seguro, avaliação veterinária completa, exames, vacinação, vermifugação, castração, alimentação, hidratação e acompanhamento comportamental.
O caso é tratado pela entidade como possível abandono e maus-tratos. A denúncia ainda deverá ser apurada pelos órgãos competentes, e a responsabilidade pelos fatos não está definida.
Vigilância afirma que equipes já estiveram no local
A Vigilância Sanitária informou que já tinha conhecimento da situação e que equipes foram até o local para avaliar o animal. “Estamos sabendo sim, foi veterinário, Guarda Municipal e Bombeiro no local. Tentaram arrumar local para levar, mas não tinha vaga. Estão tentando algum tipo de adoção”.



