OPINIÃO PÚBLICA: moradores se dividem sobre futuro dos canteiros centrais em Orlândia
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Por Rangel Dal Picollo Ribeiro
Jornal Novacidade
O levantamento realizado pelo Jornal Novacidade nas redes sociais, reunindo opiniões do Facebook e Instagram, revelou um cenário dividido entre os moradores de Orlândia sobre o futuro dos canteiros centrais. Ao todo, foram mais de 450 opiniões registradas entre os dias 22 de abril e 1º de maio de 2026, demonstrando forte engajamento da população no tema.
A pesquisa trouxe preocupações recorrentes como segurança no trânsito, manutenção, limpeza urbana, drenagem da água da chuva e custo para o município.
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A preferência mais citada entre os moradores foi a manutenção da grama, especialmente a grama esmeralda. Muitos destacaram que o modelo é mais bonito, mantém o aspecto de “Cidade Jardim”, contribui para a absorção da água da chuva e ajuda a amenizar o calor urbano. Também foi apontado que a grama esmeralda não prejudica a visibilidade dos motoristas, desde que esteja bem cuidado. No entanto, a principal crítica está na falta de manutenção constante, o que acaba resultando em mato alto, sujeira e abandono em alguns pontos da cidade.
A segunda posição mais defendida foi o cimento total dos canteiros. Os moradores que apoiam essa alternativa argumentam que o modelo reduziria os custos com roçagem, facilitaria a limpeza e evitaria problemas recorrentes, como o crescimento do mato e o uso irregular dos espaços para descarte de lixo, entulho ou até plantio de hortas e árvores. Outro ponto levantado é a melhoria na visibilidade no trânsito, especialmente em cruzamentos.
Já o paisagismo com plantas ornamentais, como flores e arbustos, apareceu com menor adesão. Apesar de ser considerado mais bonito, muitos moradores demonstraram preocupação com a manutenção, necessidade de irrigação e, principalmente, com a altura das plantas, que pode comprometer a visibilidade e aumentar o risco de acidentes.
Além dessas três principais opiniões, surgiram propostas intermediárias. Parte da população sugeriu um modelo híbrido, com áreas cimentadas nas laterais ou esquinas, para garantir segurança e grama no centro dos canteiros, equilibrando estética e funcionalidade. Também foram citadas ideias mais modernas, como projetos de paisagismo planejado e sistemas de drenagem sustentável, adaptados à realidade de cada avenida.
A questão da drenagem foi um dos pontos mais debatidos. Muitos moradores alertaram que a impermeabilização total dos canteiros pode agravar problemas de enchentes, principalmente em regiões com ruas inclinadas, já que a água deixaria de infiltrar no solo e sobrecarregaria o sistema de escoamento.
Outro tema recorrente foi a responsabilidade pela manutenção. Enquanto alguns defendem que a prefeitura deve assumir o serviço, outros sugerem a participação dos moradores, inclusive com incentivos como descontos no IPTU para quem cuidar do canteiro em frente à residência. Também houve quem defendesse maior fiscalização e aplicação de multas para coibir o descarte irregular de lixo.
A falta de padronização também foi criticada. Segundo relatos, cada rua da cidade apresenta um modelo diferente de canteiro, o que gera desorganização visual e dificulta a manutenção. Moradores destacam a necessidade de um planejamento técnico, levando em consideração fatores como fluxo de veículos, inclinação das vias e características de cada bairro.
O vereador Max Define levou o tema à sessão ordinária no dia 04 de maio. Ele se posicionou favorável à implantação de grama esmeralda nos canteiros, porém defendeu que o plantio seja feito por meio de semeadura, utilizando equipamentos específicos, em vez da aplicação de placas ou “tapetes”.
A proposta do vereador levanta um ponto importante no debate: o equilíbrio entre custo, estética e manutenção. Enquanto o uso de tapetes garante um resultado imediato e uniforme, a semeadura pode reduzir gastos para o poder público, mas exige mais tempo e acompanhamento técnico até que o gramado esteja totalmente formado.
Resultado geral da opinião pública: Grama esmeralda (preferência da maioria); Cimento (segunda opção mais citada); Paisagismo ornamental (menor adesão).
Apesar das divergências, há um ponto em comum entre os moradores: a necessidade de soluções mais eficientes e planejamento adequado. A discussão mostra que a decisão sobre os canteiros centrais vai além da estética e deve considerar segurança, sustentabilidade, custo e participação da população.

