Grupo Aliança Agrícola entra com recuperação judicial e mantém operações em São Joaquim da Barra
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O Grupo Aliança Agrícola teve aprovado pela Justiça o pedido de recuperação judicial e informou que seguirá mantendo suas operações, incluindo a unidade industrial de São Joaquim da Barra (SP). A decisão foi concedida pela 10ª Vara Cível da Comarca de Uberlândia (MG) e suspende por 180 dias ações e execuções contra a empresa.
Segundo comunicado oficial divulgado pela companhia, o pedido foi motivado por dificuldades enfrentadas pelo setor agrícola e de trading, como a queda nos preços da soja, aumento dos custos financeiros e forte volatilidade do mercado, fatores que impactaram diretamente o fluxo de caixa e a capacidade de pagamento da empresa.
Com cerca de 200 colaboradores, o Grupo Aliança Agrícola possui matriz em Uberlândia (MG) e unidades industriais em São Joaquim da Barra (SP) e Bataguassu (MS).
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A empresa afirmou que a recuperação judicial marca o início de um processo de reorganização financeira para garantir sustentabilidade no longo prazo. Durante o período, ficam suspensas cobranças judiciais e medidas de penhora relacionadas às dívidas incluídas no processo, conforme prevê a Lei nº 11.101/05.
Como parte da estratégia de recuperação, a companhia também informou que firmou um contrato de industrialização com a ADM do Brasil. A operação começou em março deste ano e vem sendo executada nas plantas industriais da empresa, contribuindo para geração de caixa e continuidade das atividades.
O Grupo Aliança Agrícola é representado no processo pelo escritório Attie, Brito e Bastos Advogados Associados e conta ainda com assessoria financeira especializada para elaboração do plano de recuperação judicial.
De acordo com a empresa, os credores deverão ser contatados nos próximos dias para discussão das condições financeiras e construção de um plano equilibrado, que deverá ser apresentado à Justiça em até 60 dias.
