Desfile Rosa reúne histórias de mulheres mastectomizadas no Centro de Convenções Ribeirão Preto - Jornal NovaCidade - Orlândia | Ribeirão Preto e região
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Desfile Rosa reúne histórias de mulheres mastectomizadas no Centro de Convenções Ribeirão Preto

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Mulheres que passaram pelo tratamento do câncer de mama ocuparão a passarela do CCRP – Centro de Convenções Ribeirão Preto no dia 15 de outubro, durante a 11ª edição do Desfile Rosa. Promovido pelo REMA – Núcleo de Ensino, Pesquisa e Assistência na Reabilitação de Mastectomizadas da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (USP), o evento integra a programação do Outubro Rosa.

A iniciativa busca conscientizar sobre a importância do auto-exame, além de dar visibilidade as histórias de mulheres que enfrentaram a doença e precisaram lidar com mudanças que vão além do tratamento. No palco, elas compartilham suas trajetórias, conquistas e processos de reconstrução da autoestima, mostrando que a vida continua depois do diagnóstico e da cirurgia.

O encontro reunirá participantes acompanhadas pelo REMA, familiares, integrantes da comunidade acadêmica e convidados, e também contará com atividades culturais e apresentação do coral formado por integrantes do próprio núcleo.

A realização do Desfile Rosa marca ainda a retomada do Centro de Convenções Ribeirão Preto como palco de iniciativas de diferentes segmentos. Reaberto em agosto, após cerca de quatro anos fechado, o espaço iniciou uma nova fase sob gestão privada e vem retomando gradualmente sua agenda de eventos, que inclui programações corporativas, acadêmicas, culturais, sociais e de saúde.

“Receber o REMA neste momento de retomada do CCRP tem um significado especial. O desfile traz histórias de mulheres que passaram por um processo de transformação e reconstrução, e o próprio Centro também vive um novo ciclo. Queremos que o espaço volte a estar conectado com a cidade e seja palco de encontros que tenham significado para a comunidade”, explica Yvi Mishima, diretora executiva do CCRP – Centro de Convenções Ribeirão Preto.

Centro de Convenções Ribeirão Preto
Divulgação/Focco

Um olhar para além do tratamento

Realizado desde 2014, o Desfile Rosa surgiu por iniciativa de integrantes do REMA e passou a fazer parte da programação do núcleo durante o Outubro Rosa. A proposta é colocar as próprias participantes no centro da narrativa, apresentando ao público textos construídos a partir de suas experiências.

Para muitas mulheres, o período posterior à mastectomia envolve uma série de desafios. Além da recuperação física, existe a necessidade de se adaptar às mudanças no corpo, retomar atividades cotidianas e reconstruir a relação com a própria imagem.

“O desfile permite que elas ocupem a passarela como protagonistas das próprias histórias. É um momento para reconhecer suas trajetórias, suas conquistas e a vida que segue para além da doença”, afirma Marislei Panobianco, professora e coordenadora do REMA.

Yvi Mishima – diretora executiva do CCRP
Divulgação/Focco

Câncer de mama em Ribeirão Preto

Os números mostram que o câncer de mama continua sendo uma questão relevante de saúde pública no município. Segundo dados da Secretaria Municipal da Saúde, Ribeirão Preto registrou 93 mortes pela doença em 2025. Entre 1º de janeiro e 27 de setembro de 2026, foram contabilizados outros 65 óbitos.

Neste Outubro Rosa, a Prefeitura também anunciou a abertura de mil vagas extras para mamografias de rastreamento. A ampliação do acesso aos exames reforça a importância da prevenção e do diagnóstico precoce, mas o cuidado não termina com a descoberta ou o tratamento da doença.

É justamente nessa etapa que atua o REMA. Criado em 1989, na Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da USP, ele oferece acompanhamento multidisciplinar a mulheres mastectomizadas de Ribeirão Preto e região. O trabalho inclui atividades físicas em grupo e individual, orientações quanto à prevenção e controle da doença e suas complicações. Além disso, o núcleo também realiza a prevenção e tratamento do linfedema, orienta o uso de prótese mamária externa e autocuidado, promove palestras e atividades sociais e culturais.

“O REMA surgiu da necessidade de olhar para a mulher de forma integral. A mastectomia pode afetar a autoimagem, mas também a autoestima, as relações familiares, a vida social e a maneira como a mulher se reconhece. A reabilitação faz parte do cuidado e precisa continuar mesmo depois da alta hospitalar”, completa Marislei.

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