Sobre e da guerra
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Qualquer que seja o resultado dessa guerra, o mundo não será mais o mesmo, e as lições deixadas são muitas para o traçado do novo.
Primeiramente, olhando a resistência iraniana, aqui no Brasil um candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro, já pediu a Trump que bombardeasse barcos com drogas, na baia da Guanabara. Qual a sentido da dignidade da soberania nacional que esse candidato revela com tal pedido? Não nos esqueçamos que o seu irmão e um amigo, nos Estados Unidos, lutaram para que taxassem os produtos brasileiros.
Nessa linha o governador de São Paulo, ante à ameaça de que organizações criminosas, como o PCC e o CV, sejam declarados terroristas, um pretexto, maneira e forma de legitimar a invasão do território nacional, por tropas norte-americanas, ele declarou que tal ato facilitaria a cooperação de inteligência. O triste nessa alienação é que ele provém, das forças armadas.
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A primeira lição que se retira dessa guerra é o sentido de unidade do Irã, a consciência da defesa da dignidade nacional, enraizada em séculos de civilização persa. Tal unidade melhor se expande quando se martiriza assassinando seu líder político-religioso.
A soberba imperialista, cega para a realidade, supõe que todos os países são iguais, sejam os da Europa que foram colocados no altar da irrelevância, seja a Venezuela ou Cuba, ou qualquer outra.
Também, a notícia que corre é que os sionistas e o poderoso lobby sionista têm muitas pessoas infiltradas nos vários escalões do governo norte-americano e até no Pentágono. Diz-se até que nesses locais há paralizações para orações, sendo que para esses fanáticos a guerra é benvinda, porque para eles depois do Armagedon virá o Messias. Armagedom é um termo bíblico (Apocalipse 16:16) que representa a batalha final entre Deus e as forças do mal, simbolizando o confronto decisivo entre o bem e o mal.
Se no Brasil a direita política colocou Deus e Jesus Cristo como garotos da propaganda do ódio político, das rupturas, da violência e da barbárie, e também, pelas privatizações do patrimônio público (refinarias da Petrobrás, Sabesp, Eletrobrás), o colegiado sionista assume que ambos são dirigentes de uma espécie de Pentágono do paraíso celeste, em fase de ódio e barbárie e genocídio. A morte para eles é a contribuição pessoal e familiar e coletivo para a abastança pela chegada do Messias.
Portanto, esse clima político-religioso-guerreiro não dá nenhuma esperança de que o final da guerra está próximo, mesmo que o Armagedon não aconteça e que o Messias prorrogue a data de sua chegada na terra. O perigo é o fanatismo religioso, cego e irascível.
O povo norte americano, que em sua maioria – dizem – está contra a guerra, assistiu à demissão de Joe Kent (Diretor de Contraterrorismo), que alegou discordar da decisão de ir à guerra, já que o Irã não representava nenhuma ameaça aos Estados Unidos, e que a decisão atendeu ao que Israel queria. Trump comentou a renúncia chamando-o de “fraco em segurança”.
O impacto mundial dessa loucura maníaca é absolutamente fatal, já que o preço do petróleo não para de crescer, e a projeção disso atinge todos os ramos de atividade humana, em todos os países.
Os países da Europa, membros da OTAN (Organização do Tratado de Aliança do Atlântico Norte), que se recusaram a apoiar Trump nessa maníaca guerra no Oriente Médio, foram chamados de covardes.
Trump, contraditório e irascível, procurando países que possam ajudá-lo acabar com a guerra, nada tem conseguido, pois, o Irã, surpreendente e corajosamente, diz que é ele que dirá quando a guerra deve acabar. Anos de ameaças e sanções e desconfiança fizeram com que ele se preparasse para essa guerra e se apresentasse para resistir.
