Agrishow evidencia aumento de demandas jurídicas no agro e reforça papel estratégico de advogados no setor
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A realização da Agrishow, uma das maiores feiras de tecnologia agrícola do mundo, volta a colocar o agronegócio brasileiro no centro das atenções. Além de apresentar inovações, máquinas e soluções que movimentam bilhões em negócios, o evento também evidencia um outro aspecto cada vez mais presente no campo: o crescimento das demandas jurídicas.
Com a expansão do setor, aumentam também os desafios relacionados a contratos, crédito rural, regularização fundiária e conflitos comerciais. Especialistas apontam que o avanço do agro exige não apenas eficiência produtiva, mas também segurança jurídica para garantir sustentabilidade e evitar prejuízos.
De acordo com o advogado Ricardo Dosso, sócio do escritório Dosso Toledo Advogados, o cenário atual exige uma mudança de mentalidade por parte dos produtores.
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“A Agrishow mostra a força do agronegócio, mas também escancara a complexidade jurídica do setor. Muitos produtores ainda negligenciam contratos e acabam enfrentando prejuízos que poderiam ser evitados com uma assessoria especializada”, afirma.
Entre os principais pontos de atenção estão os contratos firmados durante a própria feira, especialmente na compra de máquinas, insumos e na formalização de parcerias agrícolas.
Segundo especialistas, acordos mal estruturados podem gerar disputas judiciais e impactos financeiros significativos.
Outro fator de destaque é o acesso ao crédito rural, frequentemente impulsionado durante eventos como a Agrishow. Embora essencial para o crescimento da produção, o crédito pode representar riscos quando não há análise jurídica adequada das condições contratuais.
“Hoje, o produtor rural não precisa apenas produzir bem. Ele precisa estar juridicamente protegido para crescer com segurança, acessar crédito e aproveitar oportunidades de mercado, inclusive no cenário internacional”, explica Dosso.
A crescente exigência por regularização ambiental e fundiária também tem ganhado espaço, especialmente diante das demandas do mercado externo, que cobra cada vez mais transparência e conformidade nas práticas do agronegócio brasileiro.
Nesse contexto, o papel do advogado especializado deixa de ser apenas reativo e passa a ser estratégico, atuando de forma preventiva para evitar conflitos e garantir segurança nas operações.
“O direito do agronegócio deixou de ser um diferencial e passou a ser uma necessidade estratégica dentro da porteira. Quem não se adequar a essa realidade pode enfrentar dificuldades para crescer e se manter competitivo”, conclui o advogado.
Com negócios cada vez mais complexos e um ambiente regulatório em constante evolução, a tendência é que a assessoria jurídica se consolide como peça-chave para o desenvolvimento sustentável do agronegócio no Brasil.
