Câmara Municipal de Orlândia aprova reajuste de 5% aos servidores públicos
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A Câmara Municipal de Orlândia aprovou na noite desta segunda-feira (23), o Projeto de Lei nº 001/26, também identificado como PL 3/2026, que concede reajuste de 5% nos vencimentos dos servidores públicos municipais ativos, inativos e pensionistas. A proposta, enviada pelo Executivo, foi aprovada em meio a fortes críticas dos vereadores, que consideraram o índice insuficiente frente à inflação e às dificuldades enfrentadas pela categoria.
Durante a discussão, parlamentares deixaram claro que o voto favorável não representava concordância com o percentual apresentado, mas sim a tentativa de evitar que os servidores ficassem sem qualquer recomposição salarial neste ano. A tramitação do projeto, encaminhado à Câmara em prazo considerado curto, também foi alvo de questionamentos.
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O vereador Clodoaldo Santana da Silva afirmou que os servidores se sentem abandonados e criticou a falta de planejamento do Executivo. Segundo ele, o reajuste de 5% será rapidamente absorvido pelo Imposto de Renda e não recompõe as perdas reais acumuladas ao longo dos anos. Também cobrou reformas administrativa e previdenciária para permitir melhores reajustes futuros.
João Pardal declarou que votou a favor apenas por entender que um reajuste pequeno é melhor do que nenhum, mas classificou o índice como insignificante. O vereador demonstrou indignação com os gastos elevados com cargos comissionados e defendeu maior valorização dos servidores de carreira.
Vítor Fávaro destacou a necessidade de responsabilidade fiscal, lembrando que o município se aproxima do limite prudencial de 53% estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal. Segundo ele, embora os servidores mereçam um reajuste maior, a administração precisa equilibrar as contas e avançar em reformas estruturais para garantir a sustentabilidade da folha de pagamento.
Rafael Palma defendeu maior equilíbrio entre reajuste salarial e benefícios, sugerindo que o Executivo priorize os servidores no planejamento orçamentário do próximo ano. Ele também propôs que novos reajustes sejam debatidos ao longo do ano, caso haja margem financeira.
Luiz Donizete, conhecido como Ratinho, relatou sua própria frustração como servidor de carreira e vereador. Explicou que a escolha por um reajuste de 5% no salário, aliado ao vale de R$ 1.500,00, foi uma tentativa de beneficiar também os aposentados, que não recebem auxílio-alimentação. O parlamentar destacou a situação financeira delicada enfrentada por muitos inativos.
A vereadora Dra. Juliane cobrou mais transparência e rapidez na implementação das reformas administrativa e previdenciária. Para ela, a revolta dos servidores é legítima, já que os reajustes anuais acabam sendo anulados pela inflação real, superior aos índices oficiais.
Negro da Maruca criticou a falta de diálogo entre o Executivo e o conjunto dos vereadores, afirmando que reuniões importantes sobre o reajuste não contaram com a participação de todos os parlamentares, o que compromete a transparência e o trabalho coletivo.
Embora sua fala principal na sessão tenha tratado de fiscalização de obras, o vereador Antonio Carlos Leite foi citado por colegas como defensor de uma revisão mais profunda do projeto. Conforme registrado durante os debates, ele foi o único a votar contra o reajuste de 5%, por considerar o índice insuficiente ou por defender a retirada da proposta para nova negociação.
Os vereadores Edi Alves e Porkim não se manifestaram.
Na mesma sessão, foi aprovado por unanimidade o Projeto de Lei nº 1.026, de autoria da Mesa Diretora, que concedeu reajuste de 15% aos servidores do Legislativo.

