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Orlândia

PM, Gaeco e TCE-SP cumprem mandado de busca na Prefeitura de Orlândia e região

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Não há mandados de prisão a serem cumpridos nessa primeira fase da Operação Loki.

Na manhã desta segunda-feira (16/9), o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), em parceria com o Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (Unidade Regional de Ituverava) e com o apoio da Polícia Militar do Estado de São Paulo (região do Comando de Policiamento do Interior Três – CPI-3), deflagrou a Operação LOKI, visando desarticular extensa organização criminosa, formada por servidores públicos e empresários, responsável por fraudar inúmeras licitações da Prefeitura Municipal de Orlândia.

O diretor geral da Saúde de Orlândia (SP), Lekel Anderson de Oliveira, foi detido por suspeita de posse irregular de arma de fogo durante o cumprimento de um mandado de busca na casa dele, na manhã desta segunda-feira (16), no âmbito da Operação Loki.

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Anderson foi levado à delegacia do município. Segundo apuração da EPTV, afiliada da TV Globo, o diretor apresentou a documentação do armamento e foi liberado no início da tarde.

Ao todo, 115 mandados de busca e apreensão foram cumpridos em 11 cidades paulistas: Orlândia, Ribeirão Preto, Nuporanga, Sales Oliveira, Morro Agudo, São Joaquim da Barra, Araraquara, Caraguatatuba, Taubaté, Itanhém e na capital paulista.

Em nota, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) informou que a investigação identificou fraudes em ao menos 23 licitações e superfaturamento de contratos que somam R$ 14 milhões na Prefeitura de Orlândia.

Ainda segundo o Gaeco, também já foram constatadas irregularidades em 13 contratações feitas pela Prefeitura por meio de dispensa de licitação. Secretários municipais, servidores públicos, engenheiros, advogados e empresários são investigados.

Documentos apreendidos no departamento de licitações em Orlândia, SP — Foto: Ministério Público/Divulgação

Documentos apreendidos no departamento de licitações em Orlândia, SP — Foto: Ministério Público/Divulgação

O Gaeco confirmou ainda a apreensão de documentos relacionados às empresas Konstruteck – Limpeza Urbana e Locações e Terra Plana Locação e Serviços, com sede em Orlândia, e Verones Infraestrutura Urbana, sediada em Santa Cruz das Palmeiras (SP).

Por volta de 12h, as equipes do Gaeco, do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) e da Polícia Militar continuavam no Paço Municipal de Orlândia. Também foram alvos as secretarias de Infraestrutura, Educação, Saúde, Desenvolvimento e Assistência Social.

Os agentes também cumpriram mandados de busca no departamento de licitações, em um hospital e no Departamento de Água e Esgoto de Orlândia. Não há mandados de prisão a serem cumpridos nessa primeira fase da Operação Loki.

Documentos apreendidos no departamento de licitações em Orlândia, SP — Foto: Ministério Público/Divulgação

Documentos apreendidos no departamento de licitações em Orlândia, SP — Foto: Ministério Público/Divulgação

Cerca de 30 promotores de Justiça, 18 servidores do Ministério Público, três agentes de fiscalização do TCE-SP e mais de 200 policiais militares, inclusive com apoio do helicóptero Águia, participaram da operação. Em Ribeirão, os PMs deixaram o batalhão às 3h.

Helicóptero na Praça dos Imigrantes

As 60 viaturas da PM chamaram a atenção na Rodovia Anhanguera (SP-330). Em Orlândia, a movimentação chamou a atenção dos moradores. Os funcionários públicos foram impedidos de entrar na Prefeitura e nas repartições públicas alvos dos mandados.

As licitações sob investigação resultaram na celebração de contratos que somam mais de R$ 14.000.000,00 (quatorze milhões de Reais).

Dentre os investigados estão diversos funcionários públicos, incluindo secretários municipais, diretores de departamentos, membros da comissão de licitações, engenheiros, advogado, além de empresários.

O nome da operação é uma referência ao deus da mitologia Nórdica, LOKI, conhecido como o pai da mentira, da trapaça, da farsa.

1 Comment

  1. Pingback: Gaeco faz um balanço sobre as investigações da Operação Loki, em Orlândia - Novacidade News

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