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Orlândia

Gaeco faz um balanço sobre as investigações da Operação Loki, em Orlândia

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Ministério Público do Estado de São Paulo: Na tarde desta quarta-feira (18/9), promotores de Justiça do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) concederam entrevista coletiva à imprensa da região de Franca para dar detalhes sobre a Operação Loki, deflagrada na última segunda-feira para desmantelar um esquema de licitações irregulares somando 36 processos licitatórios fraudulentos na cidade.

Áudio completa da Coletiva de Imprensa do Gaeco de Franca:

Áudio completa da Coletiva de Imprensa do Gaeco de Franca.

Segundo o balanço apresentado pelos membros do MPSP, foram apreendidos mais de 50 telefones celulares, 20 notebooks, 10 CPUs, diversos HDs e pendrives, além de dezenas de procedimentos licitatórios e documentos referentes à execução dos contratos, e de papéis ligados às empresas participantes das licitações investigadas.

Materiais apreendidos durante a Operação Loki, em Orlândia (SP) — Foto: Reprodução/EPTV
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Os materiais apreendidos durante a operação serão agora analisados pelo Gaeco, Centro de Apoio à Execução (CAEx) do Ministério Público e Tribunal de Contas do Estado para delimitar a participação de cada um dos investigados, bem como para apurar a prática de crimes como corrupção de agentes públicos, lavagem de dinheiro, cartel, falsificação de documentos, além de outras fraudes em licitações.

MP vê tentativa de destruição de provas durante investigação de fraudes em Orlândia.

As fraudes já detectadas estão relacionadas às Secretarias de Educação, Saúde, Assistência Social, Infraestrutura e ao Departamento de Água e Esgoto da Prefeitura de Orlândia. A organização criminosa atuou em licitações de obras públicas, transporte de pacientes para tratamento em outros municípios, fornecimento de óculos e armações, limpeza de boca de lobo, terceirização da cozinha-piloto do município, serviço de acolhimento institucional, cursos profissionalizantes, limpeza urbana, fornecimento de gêneros alimentícios, uniformes escolares, brinquedos, material escolar, serviços de segurança patrimonial, shows, contratação de clínica para realização de cirurgia nefrológica e na concessão dos serviços públicos de abastecimento de água e esgotamento sanitário do município.

Participaram da coletiva os promotores de Justiça Erton de Souza David, Paulo Carolis Lima, Rafael Piola, Paulo Radunz Junior e Claudio Escavassini.

MERENDA ESCOLAR

Promotores do Gaeco afirmam que Prefeitura de Orlândia fraudava a merenda escolar. Executivo contratava 132 mil refeições, mas apenas 90 mil eram entregues.

A investigação não inclui o Prefeito

“As investigações vão continuar até que se apure a participação de cada um. Os investigados são funcionários públicos, secretários municipais, diretores de departamentos, membros da comissão de licitações, engenheiros, advogado e empresários”, acrescentou o promotor, sem incluir o prefeito.

PRONUNCIAMENTO DO PREFEITO VADO

O prefeito de Orlândia, Oswaldo Ribeiro Junqueira Neto (MDB), conhecido como Vado, criticou a forma como os agentes do Ministério Público abordaram os investigados da Operação Loki, que apura possíveis fraudes em contratos e licitações da Prefeitura da cidade. 

Em entrevista coletiva na última terça-feira (17), Vado disse que os policiais e o Ministério Público foram hostis durante as abordagens, já que segundo ele, não havia nenhuma ordem ou mandado de prisão contra os funcionários e secretários investigados.

O Prefeito também negou na coletiva as irregularidades e questionou o TCE-SP (Tribunal de Contas do Estado de São Paulo). Ainda de acordo com ele, todos os contratos investigados já tinham sido aprovados pelo órgão.

Operação Loki

De acordo com o Ministério Público, o nome da operação é uma referência ao deus da mitologia nórdica Loki, “conhecido como o pai da mentira, da trapaça, da farsa”.

Ao todo, 115 mandados de busca e apreensão foram cumpridos em 11 cidades paulistas na segunda-feira: Orlândia, Ribeirão Preto, Nuporanga, Sales Oliveira, Morro Agudo, São Joaquim da Barra, Araraquara, Caraguatatuba, Taubaté, Itanhém e na capital paulista.

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